Ampliar educação tecnológica para o Brasil avançar

Mesmo que de maneira repetitiva, nunca devemos esquecer que é somente por meio da educação curricular, aliada à da família, que o Brasil conseguirá superar ou, pelo menos, minorar muitos dos atuais e graves problemas que enfrenta. Isso porque, mais uma vez, levantamento internacional indicou que temos falta de uma política que desenvolva habilidades individuais. Isso, mais a lentidão em absorver as inovações tecnológicas, fizeram o país perder seis posições e ocupar os últimos lugares em ranking de talentos do IMD World Competitiveness Center.

De 63 países analisados, o Brasil ficou em 58º lugar, segundo o Ranking Mundial de Talento do IMD. Na edição passada, o País ocupava a 52ª colocação. O ranking avalia como os países desenvolvem, atraem e retêm talentos para municiar empresas e criar valor no longo prazo. Recuamos em investimento e desenvolvimento, com reduções em gasto público com educação, em qualidade da educação primária e secundária – a rigor e até por uma questão de cronologia de aprendizado nas fases mais importantes – e também na implementação de programas de aprendizes e na priorização de treinamento de funcionários.

No caso brasileiro, parte da volatilidade que fez com que o País perdesse as posições também pode ser reflexo do ano eleitoral. O fato é que temos problemas estruturais que contribuíram para a piora observada na comparação anual, os principais sendo desigualdades econômica e social. Em um quadro ruim, temos um país com níveis de segurança baixos. Assim, ao lado da falta de oportunidades aos jovens e adultos até os 40 anos, as pessoas vão querer se mudar. A realidade é que, infelizmente, no Brasil, muitos não têm as necessidades básicas atendidas e se deparam com um ambiente de baixa estabilidade econômica e poucas oportunidades de estudo e emprego. A consequência é que fica muito difícil desenvolver a economia, verificando-se a estagnação de talentos. No longo prazo, há um contínuo declínio, com fuga de talentos para outros países. Outro problema estrutural é que as habilidades e os talentos desenvolvidos no Brasil não atendem às exigências das empresas.

Hoje em dia, temos inteligência artificial e tecnologias de negócios que estão mudando constantemente e que são um desafio para a sociedade. Os currículos escolares, antes dos cursos superiores, têm que mudar e acompanhar esta evolução, que é global e que domina a tecnologia no mundo. Enriquece, vende e está na frente a nação que cria e vende tecnologia. Então, é preciso mudar o modelo educacional. Nos currículos escolares do Ensino Médio, o Brasil está produzindo – quando ainda consegue formar – um tipo de talento que não é exigido mais em muitas empresas de diversos ramos. Ora, isso é um problema para que se consiga competir em uma economia global. No ranking, pelo quinto ano, Suíça e Dinamarca ficaram nas duas primeiras posições. Isso tem mais a ver com a qualidade de vida nesses países do que somente pelo salário pago aos trabalhadores, segundo a mesma pesquisa. Há outras coisas importantes, como estar em uma sociedade inclusiva, que prioriza o bem-estar da população. Com a crise que vivemos há anos, isso é apenas uma esperança, que começa a ser verificada com a lenta retomada da economia. Vamos buscar mais ensino técnico, antes do Ensino Superior, que, hoje em dia, salvo concursos públicos, não tem a mesma garantia de emprego certo após a graduação como há 20 ou 30 anos. –

Fonte: Jornal do Comércio

Meu nome é Marcos, tenho 22 anos e sou estudante de Administração de Empresas na UFRGS. Sou apaixonado por tecnologia, tendências, marketing e tudo que rompa com a nossa estúpida sensação de controle sobre nossas vidas. Muito rock, astrofísica e uma pitada de gastronomia!

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